Vitória e Alberto

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Estou no Victoria and Albert Museum , um dos melhores programas de Londres, e penso nos dois. No casal. Albert e Victoria. Alberto e Vitória. Vamos aportuguesar.

O esplendor britânico se deu no longo reinado de Vitória, no século XIX.

Era quando o sol nunca se punha nos domínios da Inglaterra.

Vitória está presente na vida inglesa. A era vitoriana desperta nostalgia e admiração entre os britânicos.

Those were the days.

Vitória, que foi coroada quando era ainda uma adolescente e morreu velha,  não foi apenas uma rainha excepcional, capaz de se impor a políticos tarimbadíssimos. Foi também uma mulher no mais estrito sentido.

Seu casamento com seu primo Alberto, um príncipe alemão, foi uma história de amor que só se encerrou com a morte dele.

Acabaram se completando na diferença. Ele detestava a Londres que ela amava. Depois das dez da noite, Alberto começava teutonicamente a bocejar enquanto Vitória queria dançar.

Há uma cena na vida do casal, relatada pelo irmão de Alberto, que me comove.

Um dia ele, irritado, se trancou em seu quarto. Vitória bateu na porta.

“Quem é?”, ele perguntou.

“A rainha da Inglaterra.”

Nada. Ele não se mexeu.

Pouco depois, Vitória bate de novo na porta.

“Quem é?”, ele pergunta de novo.

“Sua mulher.”

Então ele abriu.

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