Transferência de Sergio Cabral lembra prisões da época da ditadura. Por Afrânio Silva Jardim

Momento em que Cabral lembra ao juiz que a família dele vende bijuterias: onde está a ameaça?

DO FACEBOOK DE AFRÂNIO SILVA JARDIM, professor associado de Direito Processual Penal da Uerj, mestre e livre-docente em Direito Processual

Nenhuma simpatia pelo ex-governador Sérgio Cabral. Nenhuma simpatia pelo seu partido político. Abomino a caótica situação econômica que o seu governo deixou o nosso Estado do Rio de Janeiro.

Entretanto, como professor de Direito, entendo indevida a sua transferência para um longínquo presídio federal.

Assisti ao vídeo do interrogatório e não vislumbrei qualquer ameaça, ainda que indireta, aos familiares do juiz.

Ademais, o preso provisório não está proibido de ser informado de tudo o que se passa em nossa sociedade, mormente sobre fatos relativos aos seus processos, salvo se lhe for aplicado o regime disciplinar diferenciado, o que não era o caso do ex-governador.

Esta transferência, além de dificultar, em muito, o contato do preso com seu advogado, acabava afastando-o de seus familiares e criando um isolamento desmano. Tudo isso me faz lembrar as prisões da época da ditadura militar…

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