Suplicy entra na luta pela participação de Erundina nos debates dos candidatos à prefeitura de SP. Por José Cássio

Ela
Ela

O ex-senador Eduardo Suplicy decidiu entrar na batalha pela participação de Luiza Erundina (Psol) nos debates envolvendo os candidatos à prefeitura de São Paulo.

“O Fernando Haddad já se manifestou a respeito e nós também apoiamos”, afirmou Suplicy. “Os paulistanos só têm a ganhar com isso: a participação da Erundina enrique o debate, à medida em que melhora a qualidade das informações sobre a cidade”.

Suplicy, que é canditato e vereador pelo PT, considera o veto de Marta (PMDB), João Doria (PSDB) e Major Olímpio (SD) um atendado à democracia nas eleições.

“Luiza foi prefeita e tem uma contribuição extraordinária para a cidade”, diz Suplicy. “Instituiu o orçamento participativo, os mutirões por moradia, sempre com presença forte na periferia e ao lado do povo. Deixá-la de fora é uma postura que fere a democracia”.

O apoio de Suplicy chega na semana em que o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar a ação direta de inconstitucionalidade apresentada pelo PSOL questionando as novas regras de participação de candidatos nos debates.

Pela minirreforma eleitoral, sancionada em setembro do ano passado, a participação é garantida apenas aos candidatos cujos partidos possuam pelo menos 10 deputados na Câmara dos Deputados.

No caso dos demais, a presença é facultativa, desde que 2/3 dos adversários concordem.

Como o PSOL tem seis deputados federais, Erundina não tem presença garantida, sobretudo com o veto dos adversários.

Na ação ao STF, Psol sustenta que “o acesso ao rádio e à televisão é um direito dos partidos políticos, previsto na própria Constituição Federal” e que a lei “restringe o direito e impõe regra de barreira que, certamente, fará extinguir partidos”.

Erundina já avisou que, caso o STF não decida a seu favor, sua campanha vai continuar na porta das emissorasm – certamente com Suplicy em cima do caminhão de som.

O ex-senador também lançou nesta quinta um desafio ao chanceler interino José Serra, que afirmou desejar “ardentemente” que seja realizado neste ano o referendo na Venezuela para que o povo diga se quer ou não a continuidade do mandato do Presidente Maduro.

Segundo Suplicy, “coerentemente Serra deve também aprovar a proposta de consulta popular que a Presidenta Dilma Rousseff propôs para saber se o povo deseja ou não antecipar as eleições presidenciais no Brasil”.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Serra disse que todos os países democráticos deveriam pressionar a Venezuela para que realize este referendo.

“Da mesma maneira ele deve dizer que todas as forças democráticas devem apoiar um entendimento entre Dilma, Temer e o Congresso Nacional para logo aprovarem o Plebiscito proposto por Dilma”, diz o ex-senador.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here