Retrospectivas do Diário: 10 filmes que você deveria ter visto em 2012

Alugue o DVD, baixe na internet, faça qualquer coisa, mas não deixe de ver isso

Boy

Passado no litoral da Nova Zelândia em 1984, Boy conta a história de uma família maori pelo olhar do menino de 11 anos do título. Ele vive à espera de que o pai, um ex-presidiário, o leve para ver o show de seu ídolo Michael Jackson. Seu irmão mais novo, Rocky, acha que tem superpoderes. E todos eles procuram a mala de dinheiro que o pai, Alamein, afirma ter enterrado em algum lugar há tempos.

Oslo, 31 de agosto

Um dia na vida de Anders, um ex-junkie de 34 anos, filho de uma família rica, que reencontra os amigos, as baladas, a ex-namorada e todas as coisas pelas quais virou um drogado. Você torce pela chance que ele tem de se reabilitar – e também acaba entendendo o porquê de seu desespero.

O Amante da Rainha

A rainha Carolina Matilde, casada com o rei Cristiano VII, da Dinamarca, se apaixona pelo médico alemão Johann Struensee. Ela e o doutor têm um caso, uma filha e um fim trágico. Aproveitando-se da doença mental do monarca, Struensee, um iluminista, vê sua influência na corte crescer, até ser nomeado regente, aprovando várias reformas, como o fim da censura e a vacinação em massa da população. É um novelão, mas, além de contar uma história fascinante, dá um panorama da Europa no final do século 18, quando o Iluminismo mudou o mundo.

A cabana na floresta

Uma paródia de O Mundo de Truman, só que como filme de terror. Cinco jovens passam um fim de semana numa casa isolada na montanha. Aos poucos, eles descobrem que fazem parte de um reality show do mal. Clichê? Sim. Completamente. Totalmente. Mas divertidíssimo.

Isto não é um filme

O diretor iraniano Jafar Panahi foi condenado, em 2010, a seis anos de prisão por apoiar a oposição nas eleições do ano anterior. Em prisão domiciliar, Panahi resolve fazer o que sabe e gosta: um filme. Ele realiza um documentário sobre sua vida em casa, fazendo chá, recebendo os amigos, conversando com a filha, alimentando seu iguana. É um filme subversivo, não nos temas que aborda (não há um trecho remotamente político), mas ao mostrar um cineasta fazendo o que um regime autoritário lhe proibiu de fazer: trabalhar.

Intocáveis

A amizade improvável de Driss, um imigrante africano, e seu patrão Philippe, um milionário tetraplégico. Driss acha que o ricaço é mimado – e resolve tratá-lo normalmente, isto é: levando-o para passear a mil no carro esportivo, contratando massagistas etc. Uma bonita parábola sobre um encontro de dois mundos opostos.

Amour

Anote: vai ganhar o Oscar de filme estrangeiro em 2013. Um casal de velhos, ex-professores de música, vive num apartamento em Paris. A mulher sofre um AVC e pede ao marido que, haja o que houver, ele não a interne num hospital ou numa casa de repouso. Ele faz o que ela pede, até o fim. Uma obra-prima, um dos filmes mais ternos e ousados dos últimos anos.

Moonrise Kingdom

Em 1965, numa ilha remota, um menino órfão e uma menina de uma família desajustada se apaixonam e fogem juntos. No mundo do cineasta Wes Anderson, isso significa que eles terão de enfrentar a perseguição de exércitos inimigos de escoteiros e uma trilha sonora composta de canções francesas dos anos 60. Os personagens desajustados de Anderson são sempre uma garantia de beleza e originalidade. Sem contar que o elenco tem Bill Murray, Frances McDormand e Bruce Willis.

Poder Sem Limites

O que acontece quando um adolescente desajustado, filho de um bêbado e de uma mãe com uma doença terminal, faz uma descoberta que o leva a desenvolver superpoderes? Nada de bom, claro. Principalmente para os colegas que faziam bullying com ele. O estudante Andrew vira uma espécie de cruzamento entre Homem Aranha e Adam Lanza.

Wild Bill

Bill Hayward era uma lenda local da bandidagem até ser preso. Depois de oito anos, ele sai em condicional e volta para casa. Encontra os dois filhos, de 11 e 15 anos, abandonados pela mãe. Enxerga ali, então, uma chance de redenção, principalmente ao ver que o mais novo estava nas mãos dos traficantes. Só a paternidade salva.

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