Policial que prendeu dono do bar onde acontecia homenagem a Marielle ameaçou sacar arma, diz testemunha

Alfredinho, do bar Bip Bip

Relato do ocorrido no bar Bip Bip, em Copacabana, na noite de domingo, dia 18, no Facebook de Tiago Prata:

Essa foto [acima], muito mal tirada, é do Alfredinho saindo da delegacia do Leblon às 2:27. Foi a terceira delegacia da noite onde ele foi conduzido a mando de um agente da Polícia Rodoviária Federal que, 4 horas antes, apareceu no Bip-Bip armado ameaçando as pessoas por uma agressão que teria recebido ao ser totalmente insensível com uma homenagem a Marielle. Isso aconteceu por volta das 22:00.

Alfredo em seus tradicionais discursos fez homenagem a Mari e convidou todos para o grande ato de amanhã. O cidadão, que teria consumido pelo menos 4 cervejas no bar, começou com aquele discurso provocador de “e homenagem aos policiais mortos”… Foi vaiado e, na confusão ao sair, teria levado um chega pra lá de alguém.

O que ele deveria fazer? Chamar a Polícia e registrar queixa por lesão corporal contra quem o agrediu.

O que fez? Voltou meia hora depois mostrando a arma por dentro da calça, entrou no bar dizendo que estava com o “caralho no corpo”, ameaçou atirar se fosse necessário e ficou fazendo discurso político.

A PM chegou rápido. Foram 3 carros. Não desarmaram o sujeito e ficou aquela situação de conversa dali, conversa de lá. Pela parte do Alfredo e dos frequentadores, apesar da tensão, a gente teria até resolvido a situação ali e vida que segue.

Policial rodoviário dá voz de prisão a dono do bar Bip Bip

Porém, o sujeito, super grosso e querendo demonstrar autoridade e machismo sobre a guarnição da PM, que ali era comandada por uma tenente, EXIGIU que o Alfredo fosse o SEU conduzido para delegacia. Se recusou a dar voz de prisão ao Alfredo mas, passando por cima da PM, exigia aos gritos levar o Alfredo à Delegacia.

Resumindo, depois de passarmos pela 12ª, 13ª (onde chegou em pouco tempo uma guarnição da PRF com policiais fortemente armados), onde não havia delegado para o cidadão registrar a queixa, paramos na 14º.

Conseguimos contato, e, claro agradecemos muito, com o valoroso advogado Rodrigo Mondego, que rapidamente chegou à DP e foi com o Alfredo acompanhar o depoimento. Mas, para a nossa surpresa, o delegado de plantão cagou e andou para o que o Alfredo disse no depoimento (ele apenas leu o que o escrivão relatou) e se recusou a receber o advogado.

Assim, o registro feito na delegacia foi simplesmente de Lesão Corporal por parte do agente e o Alfredo como testemunha. No registro, inclusive, o sujeito potencializa sua vitimização dizendo que foi vítima de socos, chutes e empurrões, o que não foi verdade. Mesmo com todo o relato do Alfredo no depoimento, e que eu disse acima, o único “crime” no BO foi de lesão corporal.

A repercussão nas redes está grande já, a imprensa está procurando. A PRF Brasil vai ter que responder se um agente seu pode, armado, ameaçar pessoas dentro de um bar depois de consumir bebida alcoólica. A Polícia Civil tem que responder sobre o fato do delegado não ter lavrado o abuso de autoridade do agente que exigiu levar o Alfredo sem nenhum motivo e nem ter ouvido Alfredo e seu advogado. E o mundo precisa responder o motivo de tanto ódio e ameaças.

Tá foda.
#Mariellepresente

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