O que se deve esperar do segundo turno entre Dilma e Aécio

E agora?
E agora?

É conhecida uma frase que mostra a vida dura de um treinador de futebol. Alguma mudança importante no time pode ser bestial, caso funcione, ou coisa de besta, se falhar.

Isso vale para o PT nestas eleições de 2014.

Os petistas se empenharam em tirar da frente Marina quando, morto Eduardo Campos, ela emergiu como uma possível “Lula de saias”.

Aécio estava, aparentemente, liquidado.

Graças, em grande parte, ao esforço concentrado do PT para desfazer Marina, Aécio renasceu.

Terá sido uma estratégia brilhante – bestial – se no segundo turno Dilma bater Aécio.

Terá sido uma decisão besta se Aécio terminar no Planalto.

Não será uma parada fácil, isso está claro. Aécio acabou amealhando uma quantidade de votos com a qual nem ele provavelmente sonhava, quase 35%.

Ele vive o seu melhor momento na campanha. Quanto vai durar este momento de euforia é a questão.

Para o PT, o ideal era que, havendo segundo turno, Aécio batesse Marina por margem pequena, mínima, para não encher de entusiasmo e de fé os tucanos na etapa final das eleições.

Não foi isso que ocorreu.

Aécio deixou longe Marina  (na casa dos 13 pontos) e ficou surpreendentemente perto de Dilma (cerca de sete pontos).

Hoje, os tucanos vão festejar, embalados também pela vitória de Alckmin e Serra em São Paulo, e os petistas vão estudar o que fazer na campanha para o segundo turno.

O que se pode dizer, desde já, é que o embate vai ser mais acirrado do que foi nas três eleições anteriores. Nelas, Serra, Alckmin e Serra de novo foram presas fáceis para Lula e Dilma no segundo turno.

Dilma é favorita, é certo. Mas não é, para usar uma expressão de um comentarista da ESPN que viralizou na Copa do Mundo,  favoritaça.

Em breve saberemos se o movimento do PT contra Marina, e consequentemente em favor de Aécio, foi besta ou bestial.

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