Por que Nadal aderiu ao pôquer

O tenista espanhol fala a um amigo do Diário do encanto que descobriu nas cartas

Nadal experimentou e gostou das cartas

O que você acharia de enfrentar — e vencer — o espanhol Rafael Nadal? Numa quadra de tênis, as chances de isso acontecer não existem. A não ser que o seu nome seja Roger Federer ou Novak Djokovic, é claro. Mas desde que o Rei do Saibro se lesionou em junho deste ano e precisou dar um tempo nos torneios, ele encontrou um novo hobbie para passar o tempo: o pôquer. E no feltro, essa máquina de rebater bolinhas fica tão humana quanto nós. Eis que Nadal assinou um contratode patrocínio com o PokerStars, a maior rede de pôquer online do mundo. Então perguntamos a nosso amigo Gabryel Strauch, assessor do site, se ele conseguiria uma entrevista do tenista para nós. E não é que conseguiu? Confira abaixo o que Rafa tem a dizer sobre tênis, pôquer e lesões.

Quando veremos você na quadra novamente?

Estou muito feliz que o meu joelho está melhorando, especialmente nas últimas semanas. O mais importante para mim é voltar bem para a quadra, não interessa quando. Obviamente quero fazê-lo o mais rápido possível, mas isso só vai acontecer quando eu estiver 100% recuperado.

Como você se sentiu, nos últimos meses, ao ver seus colegas e rivais jogando tênis enquanto você estava lesionado e não podia entrar na quadra?

Isso faz parte da carreira. Tive oito ou nove anos espetaculares que eu não poderia imaginar mesmo em meus maiores sonhos de infância. Estou feliz em como tudo aconteceu e essa lesão agora é algo que preciso saber lidar. Você tem aceitar e trabalhar com a melhor atitude para se recuperar o mais rápido possível. Tentarei voltar o mais rápido que conseguir para as quadras com o mesmo entusiasmo e desejo de jogar que eu tinha antes de me machucar.

O que você tem feito desde que se lesionou em junho?

Muitas coisas que, normalmente, não tenho oportunidade de fazer. Como passar mais tempo com minha família e amigos, pescar, jogar golfe e aprender um pouco do pôquer. Claro, passei também um bom tempo na academia, um lugar do qual não gosto muito, mas que é necessário para a minha recuperação.

Como você começou a jogar pôquer?

Comecei com meus amigos, como praticamente todo mundo. Jogar pôquer é uma ótima maneira de, no fim do dia, reunir um grupo de amigos e se divertir com eles. Foi assim que peguei gosto pelas cartas, passando tardes e noites relaxando com meus amigos na mesa.

Você acha que o tênis e o pôquer têm semelhanças?

Sim, o pôquer é um jogo no qual você precisa manter o foco o tempo inteiro, pois se você perdê-lo, seus rivais vão ter uma vantagem sobre você, assim como acontece no tênis.

Quais paralelos você faria entre as duas modalidades?

Ao final do dia, qualquer esporte pode ser comparado ao tênis, pois todos eles envolvem um elemento de concentração e autocontrole, mais ainda no caso de esportes individuais.

O que você mais gosta no pôquer?

Bem, gosto de estar rodeado por meus amigos me divertindo. Acho que isso resume bem o que o pôquer significa para mim. Além disso, sou um cara competitivo e o pôquer não é um jogo de sorte, você tem o controle da situação quando joga bem. É um jogo que tenho praticado muito e venho melhorando bastante nos últimos tempos. Ainda sou um novato, aprendi as regras há poucos meses, mas quero virar um jogador competitivo na mesa.

No tênis, você só enfrenta os melhores do mundo. Qual é a sensação se ser um novato no pôquer e poder jogar com qualquer pessoa?

Acredito que toda experiência na mesa de pôquer é boa, seja lá quem eu estiver enfrentando, porque faz o meu jogo melhorar. Não há muito segredo, quanto mais horas você passar praticando, melhor vai ficar.

Você achou o pôquer um jogo difícil de aprender?

Eu diria que ainda estou aprendendo. Algumas pessoas pensam, dois dias após conhecer as regras, que já sabem jogar. Mas isso é um erro. É tudo questão de um processo que, obviamente, leva tempo. Preciso mais tempo para praticar.

Você se vê jogando algum grande torneio de pôquer no futuro?

No momento, isso seria um pouco complicado, porque estou em um momento muito importante da minha carreira de tenista, mas quem sabe no futuro? Nunca diga nunca. Mas agora estou focado no meu tênis e continuarei desenvolvendo minhas habilidades com as cartas como um hobbie.

Voltando ao tênis, é verdade que você planeja se focar mais nos torneios de saibro em 2013?

Sim, realmente estou pensando nisso. Primeiro, porque o saibro é uma superfície menos agressiva para o corpo. E, segundo, pois sempre me senti excepcionalmente à vontade neste tipo de quadra, na qual conquistei grandes resultados. Eu amo jogar no saibro.

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