O discurso de candidato de Lula incendiou a Paulista. Por Pedro Zambarda

Em seu elemento (foto Pedro Zambarda)
Em seu elemento (foto Pedro Zambarda)

 

Lula subiu no palanque na avenida Paulista durante o ato contra as reformas de Temer por volta das 19h, abraçando militantes e amigos, e foi chamado ao microfone como aquele “que sempre defendeu os trabalhadores”.

A multidão, calculada em 200 mil pessoas, veio abaixo. Com folhas de papel nas mãos, o ex-presidente não saiu da pauta, mas fez pronunciamento de candidato.

Ele começou o discurso cumprimentando os professores e secundaristas, acompanhado do som de fogos de artifício estourando ao fundo.

Disparou contra Michel Temer: “Está ficando cada vez mais claro que o golpe não foi contra a Dilma e não foi apenas contra os partidos de esquerda. Foi um golpe contra as conquistas da classe trabalhadora através das reformas trabalhista e da Previdência Social”.

Chamou Temer de ilegítimo e de sem votos: “Embora o governo não tenha nenhuma representatividade, ele conseguiu montar dentro do Congresso Nacional uma força política que quase nenhum presidente eleito conseguiu. Eles querem enfiar uma reforma que vai proibir milhões e milhões de brasileiros consigam se aposentar”.

Ele também falou que as reformas vão afetar os trabalhadores do Nordeste, que conquistaram direitos ao longo dos anos de seu governo. Lula também disse que o problema hoje “não é o dinheiro”.

“Gostaria muito que o Meirelles estivesse me ouvindo agora. Queria que o Temer tivesse me ouvido. Só assim eles iriam perceber que a política de geração de empregos e renda criaram um crescimento inédito entre 2004 e 2014”.

Lula discorreu sobre o aumento de 54% em sua gestão da previdência com a queda continuada do desemprego e da informalidade.

O ex-presidente admite que as aposentadorias públicas têm problemas, mas acredita que a economia deveria gerar oportunidades de trabalho antes de promover tais cortes.

Foram apenas 10 minutos. Ao final, disse que o Brasil era admirado nos Estados Unidos, na Europa e na Argentina. Hoje, Temer tem medo de ir a Bolívia.

“A única forma de mudar esta situação é com povo na rua, utilizando seus instrumentos de luta. É só desta forma que teremos um presidente legítimo”, declarou.

O discurso de Lula foi seguido pelo do vereador Eduardo Suplicy. A manifestação contra as reformas tomou a Paulista durante a noite começando às 16h, depois da saída da Força Sindical de Paulinho e da UGT, que não queriam se misturar com petistas.

Foram 19 capitais na greve geral.

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