O desespero de Aécio, o auto intitulado “ingênuo”. Por Kiko Nogueira

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O choro do Mineirinho

Aécio Neves poderia poupar seus eleitores — os que sobraram, naturalmente — do espetáculo de auto vitimização que vem empreendendo.

Amanhã, o STF decidirá se ele vira réu na ação penal por corrupção no caso JBS.

Mesmo levando em conta o Supremo e tudo o que os juízes significam hoje, é difícil crer que a corte vá livrar sua cara novamente.

O tucano é o álibi perfeito do Judiciário para contrabalançar a perseguição a Lula. O desgaste com a palhaçada envolvendo Alckmin foi enorme e pegou mal até na mídia que blinda Geraldo desde criancinha.

No último dia 12, Aécio deu entrada na UTI do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, onde ficou desde a manhã até as 15h. Tinha taquicardia e insuficiência respiratória. Era medo.

Agora, orientado por seu advogado, Aécio ataca com um artigo na Folha que dá uma ideia da linha da defesa: foi tudo sem querer.

Ele alega que o papo com Joesley, que incluía uma ameaça ao primo Fred, era para ver se descolava um comprador para o apartamento em que a mãe vive no Rio de Janeiro há 35 anos.

“Recebi, de boa-fé, o delator no hotel em que estava e, numa conversa criminosamente gravada e induzida por ele, permiti-me usar um vocabulário inadequado e fazer brincadeiras injustificáveis e de enorme mau gosto, das quais me arrependo profundamente. Lamento, especialmente, o que esse episódio acarretou para outras pessoas”, escreve o tucano. 

“O que me define são os meus 32 anos de vida pública honrada e não os poucos minutos de uma armadilha montada por criminosos. Fui ingênuo, cometi erros e me penitencio diariamente por eles”.

As três décadas de “vida pública honrada” estão repletas de denúncias, muitas delas relatadas aqui no DCM.

O ministro Marco Aurélio Mello, ao mandar-lhe de volta ao Senado no no passado, talvez ironicamente, mencionou sua “carreira política elogiável”.

Aécio é, sobretudo, um fraco. Foi engolido pelo abismo do golpe que cavou com os pés.

Se está dando piti agora, imagine-se o que não fará com a perspectiva de uma prisão e um acordo de delação premiada. 

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