O “caso Polenguinho” prova que todo dia tem direitista passando vergonha no Brasil. Por Nathalí Macedo

Pobre Polenguinho

“Todo dia um grupo de conservadores diferente passando vergonha” poderia perfeitamente ser o título de uma série de TV sobre o Brasil atual – uma série boa de tão ruim, evidente.

Dessa vez atacaram uma marca – Polenguinho – por ter homenageado em sua capa do Facebook a bandeira do Pink Floyd.

As antas que querem salvar o Brasil confundiram a capa com uma bandeira LGBT – a bandeira LGBT é mais bonita, seus asnos!

Tudo bem que a burguesia decadente nunca teve cultura. Desde a época da censura são engabelados – desde antes disso, acho – por figuras como Chico Buarque e Tom Zé.

Mas confundir a bandeira de uma das maiores bandas de rock da história – justo o rock, que está se tornando um senhor conservador, careta e de mau gosto – com a bandeira LGBT já é vandalismo.

É burrice demais, até mesmo para os cidadãos de bem.

Compreende-se a polarização política, compreende-se os erros da esquerda que criaram monstros como Frota e o MBL pondo as asas para fora, mas a imbecilidade da direita brasileira sobretudo da jovem direita, e sobretudo porque partilham comigo o oxigênio – é desesperadora.

Estamos numa terra tão sem dono que ator pornô se mete em política. Menino mimado da bunda murcha inspeciona obras de arte.

Um grupo conservador corrupto de jovens – essa é a pior parte – ataca exposições de arte e instiga outros babacas a confundi a capa do disco do Pink Floyd com a bandeira LGBT por ódio, por vontade de aparecer (mas, diante do ridículo que se vive, pouco importa…).

Quem consegue não surtar no Brasil do MBL e de Michel Temer definitivamente não está passando bem.

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