Moro tem que pedir a coercitiva de Diogo Mainardi pelos vazamentos de Marcelo Odebrecht. Por Zambarda

Procurando vazamentos
Procurando vazamentos

 

O juiz federal Sérgio Moro colheu novos depoimentos do ex-presidente de Marcelo Odebrecht na tarde da última segunda-feira (10).

No mesmo horário da conversa, às 15h30, a máquina de vazamentos da Lava Jato operava a pleno vapor: o Antagonista, o Pravda da Lava Jato, passou a dar “furos” da delação de forma sequencial no Twitter.

Às 18h45, Moro teria pedido para suspender a delação, notícia dada pelo site.

Policiais revistaram celulares e o depoimento continuou — misteriosamente, também prosseguiram os posts no blog de Diogo Mainardi e Mario Sabino. Não é inacreditável?

Ao Estadão, mais tarde, Sergio Moro afirmou que “é de se lamentar” tanto vazamento. Não é bonito?

O Antagonista reclamou da reação de Batochio, da imprensa “de esquerda”, e da Folha de S.Paulo que não botou a delação na capa e de Lula.

Chamaram a BBC de “piada” por causa de uma entrevista com o chefe de que não gostaram.

“O UOL está fazendo um escarcéu porque Sérgio Moro, em entrevista à BBC Brasil, ‘reconheceu vazamentos’ e disse que investigá-los ‘é quase como se fosse uma caça a fantasmas’”, diz o texto.

“É impressionante o que essa gente faz para tentar desqualificar Moro. Deixe de dar entrevistas, Moro”. É muito provável que Moro aceite o conselho dessa assessoria de imprensa.

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Em março, o DCM entrevistou Fernando Hideo Lacerda, advogado que defendeu o blogueiro Eduardo Guimarães em sua condução coercitiva à Polícia Federal.

“Lamentamos o fato de se pretender apurar um suposto vazamento mediante uma investigação que sofre de outros tantos vazamentos. Preocupa-nos, nesse contexto, o fato do magistrado se achar no direito de definir quem é ou não jornalista de acordo com seu juízo discricionário”, falou Hideo.

“Por um lado, não considera o Eduardo jornalista alegando que seu blog serviria para ‘propaganda política’, de outra parte, a realidade mostra que blogs e comentaristas políticos alinhados ideologicamente com os fins perseguidos pelas operações gozam de vazamentos privilegiados”.

Moro tem razão ao alegar que apurar os vazamentos é como “caçar fantasmas”. Se, em três anos de caçada a Lula, não conseguiram uma prova, seria esperar demais que descobrissem o que não querem descobrir: o esquema de vazamentos para favorecer os amigos.

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