“Marisa se contorce no túmulo”: há limite para os ataques canalhas de Josias de Souza a Lula e à mulher? Por Kiko Nogueira

Josias de Souza

A assessoria de Lula rebateu artigo de Josias de Souza, do Uol, um dos velhos especialistas em bater no ex-presidente com obsessão monomaníaca (e que sempre merece um retuíte de Emir Sader, inexplicavelmente).

Com o título “Marisa Letícia virou um álibi post-mortem de Lula”, Josias discorre sobre o caso dos recibos, no centro de uma atual histeria assassina, e afirma que ela “jamais poderia imaginar que, depois de morta, seria tão útil ao marido”.

O toque de canalha, de bully vagabundo, não poderia faltar: “O barulhinho que se ouve ao fundo é o ruído de Marisa Letícia se contorcendo no túmulo”.

No Facebook, os assessores lembram de um trecho de livro de Ali Kamel, diretor geral de jornalismo e esportes (sic) da Globo, em que Lula conta que desde 1975 “ela é quem cuida do dinheiro” (veja abaixo).

Não vem ao caso saber se a mãe de Josias está viva, mas, se estiver, deve estar pensando no que errou deixando o menino virar um monstro moral.

Há limite? Sim, o da Justiça. Ou seja, nenhum.

Caro jornalista Josias de Souza,

O senhor tem feito declarações que transitam entre a ironia e a baixaria, cheias de desrespeito e mentira contra a memória da ex-primeira-dama Dona Marisa Letícia. O objetivo é o mesmo já há alguns anos: ter protagonismo profissional em uma imprensa parcial — a mesma que apoiou um golpe parlamentar rejeitado pela população — e perseguir politicamente o ex-presidente Lula, talvez pelo temor e inconformismo diante de sua liderança nas pesquisas eleitorais. Mas mesmo neste jornalismo parcial seria importante algum limite ético e humano, por exemplo, não desrespeitando com mentiras pessoas que já faleceram.

Lula jamais acusou ou usou sua esposa de “álibi”. Quem acusou, injustamente, sua esposa foram os procuradores da Lava Jato chefiados por Deltan Dallagnol, que o fizeram em processos sem sentido sobre pedalinhos e imóveis que jamais foram da família Lula, para tentar atingir o ex-presidente. Nem Lula nem Dona Marisa cometeram qualquer crime. Errada foi a divulgação de conversas telefônicas privadas da primeira-dama para fins políticos e midiáticos.

O ex-presidente tem muito orgulho de Dona Marisa, do apoio que ela dava para que ele pudesse lutar pelo Brasil, sendo pai e mãe dos seus filhos ao mesmo tempo e cuidando das contas da família desde os tempos do sindicalismo.

Essa é a verdade dos fatos. E é assim há muito tempo, como prova uma declaração de Lula de 2008 registrada no livro “Dicionário Lula” do chefão do jornalismo da Globo, Ali Kamel, que poderia encaminhar para os seus subordinados de Curitiba, que editam matérias desequilibradas sobre os processos da Lava Jato contra Lula para os telejornais da emissora.

Kamel também poderia presentear com seu livro outros funcionários das Organizações, como Cristiana Lobo e Thais Heredia, que já desrespeitaram Dona Marisa dentro da sanha da Globo contra Lula.

Na fala de 19 de fevereiro de 2008, em Cachoeiro do Itapemirim, registrada no primeiro parágrafo da página 445 do livro, Lula diz que Marisa é quem cuida do dinheiro do casal “desde 1975”. Essa é a verdade dos fatos. E fatos, em tese, para jornalistas, deviam importar mais que maledicências falaciosas. Mas o jornalista deve achar melhor servir maledicências falaciosas contra Lula do que fatos aos seus leitores.

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