Lula ficará numa “tranca” em Curitiba, quase uma solitária, e não no que Moro chamou de “Sala de Estado Maior”

Ilustração da cela de Lula em Curitiba no Jornal Nacional

A cela em que Lula ficará preso na Superintendência Regional da Polícia Federal foi vendida por Sergio Moro, a mídia e a Lava Jato como algo que não é.

No mandado de prisão, Moro afirma que, “em razão da dignidade do cargo ocupado”, foi preparada uma “espécie de Sala de Estado Maior” (ironia proposital? schadenfreude?)

O chefe da equipe de custódia e escolta da PF, Jorge Chastalo Filho, contou que ela é “bastante humanizada e tranquila, mas nada de especial”.

“Os horários de banho de sol não estão definidos”, afirmou.

O Jornal Nacional deu matéria com ilustrações higienizadas das instalações. Segundo autoridades ouvidas, o cômodo “é rústico, mas digno”.

É mentira.

O DCM teve acesso a detalhes sobre a cela.

É a chamada “tranca”. Quase uma solitária. Sem comunicação e sem garantia sequer de comida na hora certa.

“É feita para maltratar a pessoa”, diz a fonte do DCM. “Tudo precário”.

É isolada do resto do edifício. Os elevadores vão apenas até o terceiro andar e é preciso subir um lance de escada para chegar até lá.

Moro escreveu que “o ex-Presidente ficará separado dos demais presos, sem qualquer risco para a integridade moral ou física”.

É o oposto.

De acordo com a fonte do DCM, seria melhor que ele ficasse com mais gente porque isso, sim, garantiria sua segurança.

“A ‘tranca’ deixa o cara muito mais vulnerável”, diz. “Ele corre muitos riscos”.

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