Janaína Paschoal não entende o que lê. Ou seria má-fé? Por Joaquim de Carvalho

Janaína, numa explanação

Com sua mais recente manifestação no Twitter, entende-se por que Janaína Paschoal foi reprovada no concurso para professora titular da USP. Ele tem dificuldade de interpretar texto. Ou seria má-fé?

A respeito da ameaça do general Antônio Hamilton Martins Mourão ao que restou da democracia brasileira, Janaína Paschoal escreveu no Twitter:

O General Mourão não falou em golpe! Ele alertou para a necessidade de funcionarem as instituições! É muito diferente!

— Janaina Paschoal (@JanainaDoBrasil) September 18, 2017

O que disse o general Mourão na Loja Maçônica Grande Oriente, em Brasília:

“Ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso”.

“Os Poderes terão que buscar uma solução, se não conseguirem, chegará a hora em que teremos que impor uma solução… e essa imposição não será fácil, ela trará problemas”.

Impor uma solução, repita-se.

Pobres alunos da professora Janaína Paschoal. Como ela chegou àquela conclusão?

Por suas intervenções, Janaína já teria sido esquecida há muito tempo.

Mas ela encontrou um lugar na história, ao elaborar e defender um parecer jurídico que sustentou a farsa do impeachment.

Pelo que fala ou escreve, não vale um dígito neste site.

Falava das pedaladas fiscais, um pecado menor, como se fosse o atentado à segurança nacional.

Escreveu uma peça que não tem um único parágrafo que convença um leitor mais ou menos isento.

Mas continuamos a aturá-la.

E ela continua a chamar a atenção.

Mas faz sentido.

Não é pelo brilho das ideias.

É por sua própria figura.

Quando Janaína se manifesta, reforça a convicção de que foi golpe.

É só ler o que escreve ou ouvir o que ela fala para ver o abismo em que caímos.

Janaína tem a dimensão do Brasil dos dias atuais.

Janaína não é apenas ela, são eles, os que se empenham na tarefa de destruir a democracia com golpes de ignorância, intolerância, ódio e ousadia.

Não necessariamente nesta ordem. Nem tudo ao mesmo tempo. Nem no mesmo indivíduo.

Mas é a soma desses ingredientes.

Como disse o general Mourão, outro tipo que reflete a média, para o que eles estão fazendo “não existe fórmula de bolo”.

Mas, pode ter certeza — Janaína na USP, Feliciano e Magno Malta no parlamento, Mourão no Exército, Bolsonaro rua –, boa coisa não é.

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