Janaína Paschoal, Frota e a lamentável burrice da direita brasileira. Por Nathalí Macedo

Janaína, no concurso em que foi reprovada

 

É muito chato ter que se sujeitar a contra argumentar com Kim Kataguari. É triste – muito triste – saber que o Alexandre Frota posta tweets cheios de erros de português contra o Gregório Duvivier (o rosto da nova esquerda, diriam as boas línguas, e ele certamente discordaria) e que, pasmem, há quem lhe dê ouvidos.

Ainda mais triste pensar que o Frota – o Machado de Assis da Indústria Pornográfica? – foi convidado para debater educação brasileira quando das discussões sobre o novo ensino médio.

Não só há quem lhe dê ouvidos: autoridades lhe dão ouvidos. Seria cômico se não fosse trágico.

O fato é que a direita brasileira é um antro de vergonhosa burrice. Perceba: não estamos falando de ideologia. Estamos falando de deficiência intelectual, mesmo. Em bom português: burrice.

Os promotores expoentes do golpe jurídico-parlamentar de 2016 – como esquecer? – confundiram Engels com Hegel (em minha defesa tenho a dizer que se estuda filosofia e sociologia na faculdade de direito, mas há quem cabule as aulas).

E aquele powerpoint do Dallagnol contra Lula, Santo Deus, me fez desejar jamais ter pisado em uma faculdade de direito na vida, só de vergonha.

Já a Jana Paschoal, a equilibradíssima marionete do golpe e famosa pelo jargão “República da Cobra”, ficou em último lugar no concurso para professora da USP.

Depois foi desmentida pela professora de Direitos Humanos Carol Proner – esta, sim, aprovada no concurso: Janaína não ficou em último lugar, foi reprovada mesmo. Com uma nota menor que sete.

Na boa, Jana, até eu que estou juridicamente enferrujada – graças a deus – faria melhor.

A famigerada polarização política no Brasil é apenas uma mentira conveniente.

Não temos debate político entre direita e esquerda, primeiro porque não temos mais esquerda: apenas um bando de gente bem intencionada, desorganizada e com o ego maior que o cérebro.

Ademais, a nossa direita é incapaz de debater política, direito ou o que quer que seja: estamos falando de Janaína Paschoal e Alexandre Frota, afinal.

Mais difícil do que lidar com um Drácula incompetente e corrupto na presidência é lidar com uma direita incapaz de desafiar o nosso intelecto.

Desejo sinceramente uma surra de livros para a Janaína Paschoal e companhia – não tem graça nenhuma discutir com gente que não tem a menor ideia do que está falando.

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