E a Apple surpreende mais uma vez…

No mesmo dia em que foi lançado o iPad Mini, a empresa apresentou outros gadgets

Phil Schiller, o vice-presidente de marketing da Apple, com o novo iPad Mini

Venho acompanhando a Apple, seus produtos e seus eventos desde que me conheço por gente. Muitos deles foram marcantes para mim. Por exemplo, a apresentação do iMac em 1998; a do iPhone em 2007; a do iPad em 2010. Agora, posso incluir esta de ontem, em que foi lançado oficialmente o iPad Mini, na lista também.

Tudo aconteceu no belíssimo California Theatre, construído em 1928, onde clássicos do cinema como King Kong O Mágico de Oz tiveram sua première na década de 30. Devo notar que a escolha me causou surpresa: a Apple costuma usar lugares bem maiores do que esse para apresentar o seu produto. Mas o que eles perderam em espaço, ganharam em beleza.

Mesmo sem Steve Jobs, tudo foi impecável. Tim Cook, o atual CEO da empresa, subiu ao palco para apresentar as novidades da maior companhia do mundo. Como em todos os eventos, ele começou mostrando alguns números — bem impressionantes, por sinal. Fiquei abismado ao saber que já foram enviadas mais de 300 bilhões de mensagens pelo o serviço iMessage.

Phil Schiller, o vice-presidente de marketing da Apple, depois foi convidado a subir ao palco. Agora é ele quem revela as novidades, sempre com algumas piadas bem sutis que me fazem sorrir. O foco dele neste momento ainda era o Mac, que com a ajuda dos iGadgets, está vendendo ao montes. O de maior sucesso é o MacBoook Pro 13” e nada mais justo que dar um update nele. Foi o que aconteceu.

Como seu irmão mais velho de 15”, ele ganhou uma maravilhosa tela retina, ficou 20% mais fino e quase meio quilo mais leve. Quem leva um computador para todo lugar sabe que essa diferença de peso é muito bem vinda. Agora ele conta com 2 portas USB 3.0 e saída HDMI. Seu disco rígido é em flash, o que o deixa muito mais ágil.

Mas quem ainda usa regularmente a entrada de CD/DVD não vai gostar desta noticia: o novo MacBook Pro não possui mais um leitor e gravador de discos ópticos. (Antes de julgar, pense na última vez que você realmente usou um desses.) Ele custará entre R$ 6 999 e R$8 299 e estará disponível no Brasil nas próximas semanas.

Sem sair do assunto Macintosh, Phill mostrou o novo Mac Mini. Com o mesmo design (mas com um interior completamente novo), velocidade e poder de processamento não faltarão a este computador de tamanho absurdamente pequeno. Com preços variando entre R$ 2 499 e R$ 3 999, ele ainda não tem data para chegar aqui.

O novo iMac não tem leitor óptico para CD ou DVD

Sem dúvida o desktop que mais me impressionou foi o novo iMac. Sua borda é 80% mais fina que a do anterior e tanto as suas entranhas como a nova tela são de dar inveja a qualquer outro computador no mercado. E vale lembrar que ele agora também não conta mais com o leitor óptico. De R$ 6 199 a R$6 999 será o preço que teremos de pagar se quisermos ter essa beleza em novembro no Brasil.

Phil também mostrou o novo iPad, agora na sua quarta geração. Poucas mudanças foram feitas em relação ao de terceira. Um chip de processamento integrado com gráficos duas vezes mais rápido; sua câmera frontal agora é HD, perfeita para FaceTime; e como todos os novos iGadgets, ele agora tem conexão via cabo lightning, que muito mais fino e funciona de qualquer lado. Ele sairá na faixa dos US$ 499 aos US$ 829 e não tem previsão para chegar ao nosso país.

Mas o mundo sabia que o astro do evento seria a versão menor, mais portátil e com preços mais acessíveis do iPad — e eis que chegamos ao clímax do evento. Logo depois de mostrar a nova versão de 9,7”, a Apple colocou no telão atrás de Phill uma imagem do iPad Mini. Se por acaso você achou o iPhone 5 lindo, vai amar o visual desse novo brinquedo.

Mas não o julgue apenas pela aparência; debaixo de seu capô se encontra muita potência. O Chip A5X além de ter ser 1.5ghz Dual Core dá vida ao um lindo display HD de  7,9” com uma resolução de 1024×798. Não chega a ser uma tela retina, mas deve ser ótima. Pesando somente 308 gramas, e com uma altura de 20cm e apenas 9.4mm de espessura, ele é sem dúvida o iPad mais portátil já feito. Como sua tela tem a mesma resolução do de segunda geração lançado em 2011, ele rodará todos os aplicativos que estão disponíveis na AppStore (275.000 para ser mais exato). Como seu irmão mais velho ainda não tem data para chegar no nosso pais, e seu preço em dólar vária de US$329 até US$659.

Mas por que lançar um iPad menor, uma vez que o grande já tinha 91% de todos os acessos a internet feitos por um tablet? A Apple percebeu que poderia perder terreno para a Google e a Amazon, com seus dispositivos de 7” bem baratos. Ela teve que ceder à pressão dos consumidores e lançou um produto focado no preço e não na inovação. Ainda não tenho certeza se foi uma jogada correta da Apple. É a primeira vez que a vejo criar alguma coisa pensando no valor de varejo.

Não me entenda mal: com certeza esse pequeno iPad é muito útil e eficiente, mas não tanto quanto o de 9,7”. Com a tela menor, fica mais complicado ver vídeos e navegar na internet; digitar textos então deve ser um inferno. E quem não gosta de games? Quanto menor a tela, pior é para jogar, ainda mais quando os controles ficam no próprio display.

Mas tenho certeza que a Apple irá vender milhões desses pequenos iPads. Sempre que vejo um evento da Apple, tenho vontade de comprar um ou outro produto. Dessa vez foi diferente: tive vontade de comprar todos. Não saberia nem como usar tudo e muito menos tenho dinheironpara cobrir a conta. Isso mostra que a maior companhia do mundo não está diminuindo de velocidade por já estar no topo. Como um diz o velho ditado chinês, o que não está subindo, está descendo. E pelo que eu pude ver nesse evento, a Apple está em um foguete.

Este texto foi originalmente publicado no site El Hombre

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