Doria forçou o vídeo com Alckmin no Dia dos Pais — o 3º que seu criador passava sem o filho morto. Por Kiko Nogueira

Lauro Jardim contou sobre os bastidores do famoso vídeo de João Doria e Alckmin em que o prefeito jurava “lealdade” a seu criador — um dia depois de sair em campanha pelo Nordeste.

Doria, conta o colunista do Globo, “surpreendeu Geraldo Alckmin no domingo, 13. Ao final da conversa dos dois no Palácio dos Bandeirantes, perguntou se podia tirar uma foto”.

Segue:

Alckmin deu o ok. Ato contínuo, entrou uma equipe de filmagem de Doria para fazer o vídeo que, afinal, foi divulgado nas redes sociais.

Que ninguém se engane com as caras sorridentes que aparecem no vídeo. O ambiente está azedo. Para Alckmin, Doria está se excedendo. 

Há um detalhe que ficou de fora. Era Dia dos Pais.

A terceira vez que Alckmin passava essa data sem seu filho Thomaz, morto em abril de 2015 num acidente de helicóptero em Carapicuíba.

Thomaz tinha 30 anos e estava como copiloto. Além dele, outras quatro pessoas morreram. O mais novo de Geraldo era casado e tinha uma filha de 10 anos, chamada Isabella.

Para Doria, auto intitulado amigão de Geraldo, nada disso importa.

Ele invade a privacidade e trai o cidadão que o inventou na maior, expondo-o à humilhação pública, papagaiando que “não há nada que vá nos dividir, nada que vá nos afastar, nada que vá nos colocar em campos distintos”.

Na melhor das hipóteses, o prefeito paulistano é o que aparenta na foto abaixo da inauguração do SESC 24 de Maio: moleque.

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