Constantino enfim aprendeu o quanto a Veja é canalha. Por Paulo Nogueira

Ele tem que se desapegar disso: Constantino no antigo emprego
Ele tem que se desapegar disso: Constantino no antigo emprego

Minha solidariedade ao ex-blogueiro da Veja Rodrigo Constantino.

Nunca imaginei que fosse escrever a frase acima, mas ela é tão genuína que poderia colocar uma exclamação no final.

Minha solidariedade deriva de um vídeo que ele postou nas redes sociais. Nele, Constantino conta que a Veja, não contente em demiti-lo, deletou todos os textos que ele produziu em seu período de dois anos no site da revista.

Involuntariamente, Constantino jogou luzes sobre a personalidade da revista. A Veja é má. Sua alma é mesquinha, vingativa, pequena, desprezível.

Todos sabem disso. Mas Constantino não sabia, o que também conta sobre a falta de discernimento do blogueiro despedido e magoado. É o chamado sem noção.

A destruição dos artigos de Constantino se deveu a críticas que ele fez à revista. É verdade que elas foram obtusas. Dizer que a Veja se curvou ao petismo é um delírio.

É certo também que em sua louca cavalgada Constantino produziu delírios como suplicar a seus leitores que não cancelassem a assinatura da Veja, como se alguém fosse fazer isso por causa dele.

Tudo isso posto, é uma crueldade – não surpreendente — o que a Veja fez.

Que não é rotineiro deletar textos de demitidos é um fato. Até hoje, você pode encontrar no site as inumeráveis bobagens escritas por Ricardo Setti.

Os vídeos esdrúxulos e histéricos de Joice Hasselman também estão à disposição dos incautos.

Isso quer dizer: foi uma resposta pessoal a Constantino por suas observações de amante traído.

Para ele, fica uma lição. Desapegar-se da Veja. O filósofo estoico Zenão ofereceu uma ajuda fabulosa a abandonados. Ele tinha um escravo, e este fugiu. Perguntaram a ele se não iria atrás do fugitivo. Zenão respondeu: “Se ele pode viver sem mim, posso viver sem ele.”

Clap, clap, clap. De pé.

Para a Veja, não resta nada. Ela está condenada a morrer afogada em sua própria ignomínia.

Uma vez, neste ano, fiz um exercício. Contei aos leitores que nas revistas costumávamos eleger um personagem que representasse, idealmente, uma determinada publicação.

Para os editores da Exame, era Jobs. Para as editoras de revistas femininas, Angelina Jolie.

Quem representaria a Veja?

Na ocasião, nem os leitores do DCM e nem eu encontramos resposta satisfatória.

Agora, eu diria: a Veja é uma mistura de Eduardo Cunha, Gilmar Mendes e Aécio Neves.

Esperar dessa fusão maligna qualquer coisa decente e humana é uma insanidade, como percebeu, pela via dura, Rodrigo Constantino.

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