O novo recorde de Sheherazade: usar boato de humorista para defender o amigo Bolsonaro

Maria do Rosário falou sem pensar, segundo Sheherazade
Maria do Rosário fala sem pensar, segundo Sheherazade

 

Desde que suas opiniões foram para a Sibéria do SBT, Rachel Sheherazade tem dado suas cacetadas na Jovem Pan. Se na TV de Silvio Santos ela já não tinha muito compromisso com os fatos, no rádio Rachel vem se revelando uma mistura ensandecida de Arnaldo Jabor, Didi Mocó e Mussolini.

Ao sair em defesa de seu amigo Jair Bolsonaro — como ela, um guardião dos valores da família –, Rachel conseguiu, primeiro, mentir e, depois, repercutir um boato fabricado por um site de um comediante.

Em sua coluna, Rachel reproduziu o entrevero dos dois deputados em 2003 no Salão Verde da Câmara.

“Enquanto Bolsonaro defendia, numa entrevista, a redução da maioridade penal, Rosário se intrometeu na conversa e, referindo-se à violência praticada por menores de idade inimputáveis, a petista provocou:

– O senhor é responsável por essas mortes todas, esses estupros, essa violência.

Bolsonaro pergunta, no vídeo: 

– Eu sou estuprador agora?!

Rosário responde:

– É, o senhor é estuprador.”

O vídeo do YouTube está disponível. A frase de Rosário não existe. Sheherazade ouviu porque era o que queria ouvir.

Em seguida, lembrou um outro episódio. A então secretária nacional dos direitos humanos “incitou à violência, dizendo: ‘Quem cometer um crime contra um gay merece a pena de morte.’

“Mas, ao saber que os assassinos eram menores de idade, e que não poderiam ser punidos por seus crimes, Rosário, ferrenha opositora da redução da maioridade penal, desconversou, saiu pela tangente, fingiu atender a um telefonema, e deixou os jornalistas sem resposta.”

A história toda é fruto da imaginação de um humorista chamado Joselito Muller, que a publicou em seu blog. Foi reproduzida, como verdadeira, pelos suspeitos de sempre, incluindo o velho Bolsonaro. Maria do Rosário fez um desmentido em suas contas na redes sociais. O e-farsas explicou a palhaçada em março.

Era presumível que Sheherazade desse cobertura a um boçal que joga no mesmo time que ela. Mas, ao juntar seu fanatismo com a inabilidade em apurar direito uma notícia, ela atingiu um novo padrão de desonestidade intelectual — que já era bem alto.

Em circunstâncias normais, ela iria, na melhor das hipóteses, para uma nova geladeira. No mínimo, faria uma retratação. Como ela mente e distorce para o lado certo, porém, deve estar sendo, a essa altura, cumprimentada por combater com coragem a ditadura bolivariana que protege gente como Rosário e persegue faróis da liberdade como Jair Bolsonaro e Rachel Sheherazade.

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