Como estamos no mapa mundial da corrupção

Interessante o novo estudo sobre a corrupção no mundo feito pela Transparência Internacional, uma entidade independente que avalia a ética planetária.

Mais de 90 000 pessoas foram ouvidas em 86 países e territórios.

Para encurtar: no geral, a percepção é ruim.

# Seis em cada dez pessoas dizem achar que a corrupção em seu país piorou nos últimos três anos.

# Uma em quatro afirma que pagou algum tipo de propina no ano passado.

# 80% afirmam que os partidos políticos são corruptos.

# Metade acha que os esforços anticorrupção do governo de seu país é ineficiente.

Mas para o Brasil especificamente o quadro é bom.  Apenas 4% dos brasileiros ouvidos afirmaram ter pagado propina no ano passado a algum de nove provedores de serviços listados. É o melhor número da América Latina. No Chile, um país socialmente avançado, são 22% as pessoas que admitem ter feito algum tipo de suborno. Os piores índices latino-americanos estão no México e em El Salvador, ambos com 31%.

Mesmo comparando com a Europa o Brasil está bem.

Os 4% brasileiros se igualam ao número de Portugal. E são piores apenas que os suspeitos de sempre, como Dinamarca, Noruega, Finlândia, Suíça, Alemanha e Holanda.

É um levantamento que deveria ser divulgado com destaque pela mídia brasileira. Ajuda a questionar a baixa auto-estima que temos em relação à corrupção.

Pensamos, muitas vezes, que inventamos a corrupção.

Não é verdade.

Ao contrário do que nós mesmos pensamos, não somos por natureza corruptos.

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