Como a internet está revolucionando a transmissão de esporte ao vivo

Victoria Azarenka
Victoria Azarenka

Posso ver Nadal numa quadra. Ou Sharapova em outra. Ou Serena William. Ou Federer.

Tudo isso no site do Aberto do Austrália, o primeiro grande torneio de tênis do ano.

A internet, como em tantas coisas, está revolucionando a maneira como você vê tênis.

Quer perde com isso é a tevê, que monopolizou por décadas a transmissão de grandes eventos esportivos ao vivo.

A única coisa que o espectador tem que enfrentar antes de ver a partida, pelo site do Aberto da Austrália, é um anúncio do Rolex.

Não há como fugir dele, ao contrário dos anúncios do YouTube, mas é um preço irrisório diante das vantagens que você tem.

Você pode ver os jogos onde estiver. Basta haver conexão. No clube, na padaria, numa praça. E escolhe os jogos que desejar. No Brasil, as transmissões do torneio estão sendo feitas pela ESPN. É um jogo, ou no máximo dois, caso exista algum interesse especial. (Na sexta-feira, fora a partida principal, a ESPN num segundo canal passou o jogo de duplas em que havia um brasileiro.)

Como a tevê pode competir?

Não dá.

Cada vez mais grandes eventos tendem a separar em dois nos contratos de transmissão. Os organizadores negociam com emissoras o direito de passarem pela tevê, e num site deles mesmos buscam anunciantes para que os internautas possam acompanhar por lá mesmo.

Num determinado momento, é provável que a receita publicitária conseguida na internet seja maior – com o crescimento exponencial dos internautas no mundo.

Uma pesquisa recente mostrou que 43% dos americanos já possuem tablets. Pela portabilidade, eles são a melhor escolha para você ver esporte ao vivo pela internet, onde esteja.

É a minha, para ficar num caso.

A internet é uma mídia disruptora, ao contrário das demais. As outras mídias que surgiram, no correr dos tempos, acabavam se acomodando com as que já existiam.

A tevê não acabou com o rádio, por exemplo, e nem com o cinema. As revistas de informação acabaram convivendo com os jornais.

Mas a internet chega, observa e mata.

Tornou obsoletos jornais e revistas. É difícil encontrar hoje quem, fora por questões de hábito de muitos anos, ainda se informe pelas páginas de um jornal ou de uma revista, e não pela internet.

Repare, nos espaços públicos, a idade média de quem está com um jornal ou uma revista nas mãos.

O mesmo agora começa a se dar com as transmissões esportivas de televisão, o que vai ser uma catástrofe para as emissoras, dadas as cifras que o negócio gera.

Mas não há como fugir disso. Não é escolha, é destino.

E agora desculpe que vou ver Nadal no tablete ao vivo. Ou Sharapova. Ou Federer. Ou Serena.

A quadra que quiser, onde quiser, como quiser.

Mais uma vez: como competir?

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