Carta aberta a Marta Suplicy. Por Paulo Nogueira

Que seja surrada exemplarmente nas eleições
Que seja surrada exemplarmente nas eleições

Essa é mais uma da série de cartas abertas a pessoas diretamente ligadas ao golpe. Futuramente, elas talvez sejam reunidas num livro sob o título “Cartas aos Golpistas”.

Cara Marta:

Só não vou desvotar em você, como tantas pessoas estão fazendo, porque jamais votei em você.

Isto posto, quero dizer que seu papel no golpe é simplesmente desprezível. Você mostrou as piores características de um ser humano: inveja, raiva, ressentimento, mesquinharia.

E traiu quem a elegeu. Milhões de petistas a colocaram no Senado para fazer muita coisa, menos, naturalmente, para votar pela deposição de Dilma.

Sua incapacidade de lidar com frustração é uma lição ao contrário. Li certa vez você falar sobre a expectativa de que Lula a escolhesse como sucessor, ou sucessora, e não Dilma.

Sua reação foi a de uma criança mimada e desde cedo já evidentemente sem caráter. Faltou-lhe classe, faltou-lhe dignidade.

E faltou-lhe, também, senso de ridículo. Ter-se transferido para o PMDB de Cunha e Temer foi uma insanidade. Quer dizer, pelo menos para alguém que, como você, passara a fazer discursos pseudomoralistas contra a corrupção.

Aqui peço licença para uma gargalhada.

Quer dizer: você, para fugir da corrupção, correu para os braços imaculados de Cunha e de Temer.

Na adversidade, a mulher que virou objeto de seu ódio delirante, Dilma, revelou força e grandeza. Você, ao ser contrariada, deixou estampada uma alma incrivelmente pequena.

Cara Marta: se existe o mínimo de justiça neste mundo tão errado, você vai ser moída em sua candidatura a prefeita de São Paulo.

Torço para que você receba uma surra exemplar para que fique claro para todos que crimes políticos como o que você cometeu ao se engajar no golpe não compensam.

Não peço que você reconsidere sua posição sobre o golpe. Entendo que sua presença entre os golpistas ajuda o golpe é sujo, abjeto, indecente. É melhor tê-la do lado de lá. Certas companhias nos diminuem, e este é o seu caso.

Sinceramente.

Paulo

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