‘A vitória alcançada pela violência é o equivalente a uma derrota, pois é passageira’

Gandhi

Como disse outro dia, entrevistei a escritora inglesa Anne Perera, autora de O Menino de Guantánamo, um livro que mostra como um garoto inocente de quinze anos, Khalid, acabou parando na prisão que os Estados Unidos montaram em Cuba em sua “Guerra ao Terror”.

A entrevista deve ser publicada numa prestigiosa revista brasileira em julho.

Dou aqui um pequeno “tira-gosto” por achar oportuno diante dos fatos explosivos que chacoalharam o mundo nos últimos dias. As perguntas estão grifadas e as respostas em itálico.

 

O que Khalid acharia de Osama bin Laden e o que ele diria sobre a sua morte?

Uma vez recuperado de sua provação, Khalid tentaria compreender o que acontecera com ele em Guantánamo. Sua busca o levaria a considerar teorias conspiratórias sobre o 9/11 e o papel desempenhado por Osama bin Laden, alguém que ele conhece apenas pela cobertura da mídia da qual Khalid aprendera a desconfiar. Sua reação à notícia da execução de Bin Laden seria na linha do comentário Mahatma Gandhi: “A vitória alcançada pela violência é o equivalente a uma derrota, pois é passageira.”

Khalid concordaria com Obama que o mundo é “mais seguro agora”? E você, concorda?

Khalid ficaria chocado com uma declaração baseada no mito de que “olho por olho” traz paz e resolução a um problema em vez de mais caos e violência. Ele abomina, assim como eu, a insistência nesses cenários falsos de mocinho e vilão, que já resultaram na morte de tantas pessoas. Para ele, o mundo está começando a parecer um sobrecarregado, tecnológico, violento e obsceno jogo de computador.

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