A vida sem carro

Não tenho estômago para o trânsito. Talvez a maioria dos motoristas seja sensata. Mas basta um desses bandidinhos do volante para me tirar do sério. Gente que estaciona em faixa de pedestre, que dirige à noite sem ligar os faróis ou não sabe que existe pisca-pisca. Motoristas com um celular numa mão e outro na orelha. Sou correto demais num volante para conviver com isso.

Claro que numa metrópole muitas pessoas não podem viver sem o carro. Moram longe. O trabalho exige. Ou um parente idoso precisa ser constantemente deslocado. Mas cheguei à conclusão que: 1) estou bem servido de ônibus e metrôs 2) um táxi eventual fica mais barato que um estacionamento 3) não pagar IPVA e seguro automobilístico é uma delícia 4) estou caminhando mais, com mais saúde e menos stress 5) o metrô me dá a chance de almoçar na Pompéia e tomar um café na avenida Paulista.

Hoje, sou um feliz sem-carro. Esta é a última imagem que tive do meu fiel VW Gol no momento em que o comprador o levou:

 

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