A tenista da tatuagem (escondida) no peito

Li Na é a cara da China
Li Na é a cara da China

O avanço da China vai trazendo para o conhecimento de todos nós grandes esportistas.

A tenista Li Na está neste grupo.

Aos 32 anos, ela acaba de vencer o Aberto da Austrália, um dos quatro principais torneios de tênis do mundo.

Sua fala na premiação foi saudada pelo site do torneio como uma das melhores na história do tênis. Ela mostrou humor, doçura e humildade. Agradeceu ao marido por “consertar as coisas” nos hotéis em que o casal fica na turnê mundial de tênis.

Ela própria não se mostrou muito convencida de que sua fala foi tão boa assim. Disse, depois, que acha que falou demais.

Antes da final, que foi disputada à noite, ela contou que tirou uma soneca para relaxar. “Se penso em muita coisa, me atrapalho”, explicou.

Li tem uma tatuagem no peito, mas quase sempre ela está escondida porque tatuagem não é muito bem vista na China.

Perdeu o pai cedo, aos 14 anos, mas a influência dele foi decisiva. Ele jogava badminton, uma mistura de tênis com peteca, e colocou a filha para jogar também. Mais tarde, ela fez a transição do badminton para o tênis.

Aos 15 anos, a Nike pagou a ela uma temporada de aprendizagem de tênis numa academia no Texas, e depois disso ela já era uma jogadora.

Depois de alguns anos de carreira, fez uma pausa para se dedicar aos estudos. Formou-se em jornalismo.

Li Na se beneficiou, como profissional, da mudança da mentalidade e das regras na China moderna. Antes, dois terços de seu dinheiro dos prêmios tinham que ir para a Federação de Tênis da China. Agora, a parcela baixou para algo entre 8% e 12%.

Sua mãe jamais viu uma partida dela, embora seja convidada com frequência. “Ela fica nervosa”, diz Li.

Numa foto para sua patrocinadora, a Nike
Numa foto para sua patrocinadora, a Nike

Li destoa da maioria das jogadoras de hoje por jogar em silêncio, com a discrição de uma típica chinesa. Não berra como Sharapova ou Azarenka, e nem se veste espalhafatosamente como Serena Williams.

Mas bate na bola forte como todas elas, e é consistente como poucas tenistas.

Com a vitória de hoje, ela é a terceira do ranking.

Tanto quanto uma jogadora excepcional, ela se tornou — com sua graça simpática, competente e vitoriosa — uma embaixadora de seu país.

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