A recusa de Lula

Futebol é mais divertido que almoço com Dilma e Obama

Faz todo o sentido que Lula não tenha querido ir ao almoço de Obama com Dilma e ex-presidentes brasileiros.

Não entendo por que tanto barulho em torno de uma simples recusa a um convite. Ninguém imagina que um almoço desses possa ser exatamente divertido. Quando Geisel falou a Figueiredo que gostaria de vê-lo na presidência como sucessor, a resposta entrou para a história. “Convidado, recuso. Convocado, aceito.”

Lula foi convidado, não convocado. De resto, era um programa absolutamente recusável. Lula não entende uma só palavra de inglês, e nem Obama fala outra língua que não o inglês. Não daria para falar sequer em portunhol. Provavelmente Lula teria que aturar Collor, e talvez FHC, demonstrando seu inglês.

Se fosse um convite para um jogo de futebol, seria diferente.

Cavalheirescamente, Lula disse que não queria ofuscar Dilma. Tem a cor, o tamanho, o cheiro de uma desculpa perfeita.

Não sei por que a mídia gasta tanto espaço em torno de especulações sobre o gesto de Lula.

Não sei, na verdade, por que eu próprio trouxe o assunto a este Diário.

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