A Mulher Ideal

Aristóteles

Certas verdades não mudam nunca.

É o que me ocorre ao ler um texto de Aristóteles sobre maridos e mulheres “ideais” escrito há uns 2 400 anos. Aristóteles – ou Aristo, como era conhecido entre os amigos – foi discípulo de Platão. Era tão brilhante que o rei Felipe da Macedônia o chamou para ser tutor de seu filho Alexandre, que se tornaria “O Grande”. Aristo ensinou o pupilo coisas como o amor à virtude. “Não é através dos bens materiais que os homens adquirem virtude”, afirmava Aristóteles. “É sim através da virtude que os homens adquirem bens materiais.”

Palmas.

Mas o assunto era o homem e a mulher ideais. Outro dia falo sobre o homem. Me detenho hoje na mulher. Assim Aristóteles a definiu: “Não é pelo esplendor das vestes, nem pela beleza proeminente e nem pela quantidade de ouro que a esposa chega ao ápice. É pela boa administração dos negócios domésticos.”

Palmas. Em pé.

Não que eu deseje me evadir de minhas responsabilidades. Mas. Mas. Ao ler Aristóteles dissertar sobre a companheira perfeita, me tomou uma quase certeza iluminadora: meus dois casamentos não deram certo porque minhas ex-mulheres — às quais não obstante devo momentos sublimes — não administraram bem os assuntos do lar.

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