Uma campanha em prol do encontro de Bolsonaro com o senador americano que saiu do armário

bolsonaro gay bandeira arco iris

 

Jim Ferlo é um senador pelo estado da Pensilvânia com mandato desde 2003. Pacifista e defensor dos direitos civis, atua há mais de 10 anos para aprovar a lei que amplia a proteção para o público LGBT contra os crimes de ódio no seu estado.

Recentemente, em uma coletiva de imprensa que tratava do ataque violento contra um casal gay nas ruas da Filadélfia, Jim aproveitou a oportunidade para pedir urgência na aprovação da lei contra a homofobia e se declarar em rede nacional: “Sou gay. Se virem com isso. É uma boa vida”.

Foi seu momento de revelação, de contribuição positiva para o tema, um exemplo educador, como o de Daniela Mercury.

Vale a pena assistir o vídeo com a declaração do senador americano:

 

 

O ataque ao casal gay foi marcado também como o primeiro caso de sucesso de um crowdsourcing investigativo, um exemplo de como internautas podem, sem sair de suas casas, contribuir ativamente com as investigações da policia, usando apenas um pouco de conhecimento sobre redes sociais e sem fazer justiça com as próprias mãos.

Vamos ao B.O: na noite de 11 de setembro, depois de afirmarem que eram namorados, dois rapazes foram brutalmente atacados por um grupo de rapazes e garotas bem vestidos. Podia ser na Avenida Paulista. A polícia publicou um vídeo de um grupo passando perto do local do ataque. Em poucas horas, uma foto anônima de jovens parecidos jantando em um restaurante elegante, apareceu no Twitter.

Em minutos, os usuários identificaram o local como sendo o “La Viola”, restaurante localizado no mesmo bairro do ataque. Um usuário anônimo do Twitter então, fez o elementar; entrou na página do  Facebook do “La Viola”, viu quem fez checkout naquela noite, cruzou com as fotos dos perfis do Facebook (todos alunos de uma tradicional escola católica) e mandou os dados e logs diretamente para o xerife da cidade, que agradeceu a ajuda pelo twitter.

Assim como no estado da Pensilvânia, no Brasil, ataques baseados em orientação sexual não são considerados crimes de ódio e mesmo que seja comprovado crimes de homofobia como este, os suspeitos serão condenados por outros crimes.

O exemplo que veio da comunidade e a coragem e tranquilidade do senador da Pensilvânia tem muito a nos ensinar e inspirar em tempos sombrios de Malafaias, Bolsonaros e Felicianos.

Eu havia pensado em patrocinarmos, via crowdsourcing, um encontro de Levy Fidelix ou Jair Bolsonaro com Jim Ferlo. Mudei de ideia depois de coversar com uma querida amiga LGBT. “Não acho que o senador gringo vá fazer qualquer diferença na vida de Fidelix ou de quem esteja de acordo com a homofobia,  sobretudo com a desculpa religiosa”, ela me disse. “A única forma de transformar é a partir de amor ou pela insistência constante de pregar sem violência”.

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