A estratégia abjeta de Alckmin e da Globo no caso do atentado a Lula: culpar a vítima. Por Kiko Nogueira

Geraldo Alckmin (José Cruz/Agência Brasil)

A narrativa que a Globo tenta emplacar com relação ao atentado à caravana de Lula foi explicitada por Geraldo Alckmin: a culpa é de quem tomou os tiros.

Alckmin supera Bolsonaro em indignidade.

Jair é aquilo que é. Alckmin finge não ser aquilo que é.

“Acho que eles estão colhendo o que plantaram”, disse à Folha na pré-estreia de “Nada a Perder”, o filme do bispo Edir Macedo.

De acordo com o governador de São Paulo, o PT “sempre partiu para dividir o Brasil, nós contra eles” e agora os petistas “acabaram sendo vítimas”.

A Globo passou a terça feira falando de ameaças ao ministro Edson Fachin, do STF, insinuando que era obra de seguidores de Lula.

Em entrevista a Roberto D’Ávila, Fachin contou que sua família estava em perigo, sem apresentar um mísero email que fosse com as intimidações.

No caso de Fachin, não houve relativização alguma.

No de Lula, o problema é o “fla-flu” inventando pelo PT, segundo Merval ou Camarotti (desculpe, os dois são a mesma pessoa).

A caravana vem sendo alvo de ataques desde, pelo menos, Bagé, como o DCM vem relatando na série de reportagens de Joaquim de Carvalho.

Pedradas, milícias armadas, ovadas, gente ferida, emboscadas, tudo com a cumplicidade da polícia.

Nada foi reportado decentemente, nenhum dos fascistas portando pistolas foi incomodado pelos solertes repórteres.

Os disparos nos colocam num novo patamar da barbárie política brasileira.

E é exatamente o que Alckmin e a Globo desejam, esperando faturar com uma candidatura de “centro”, distante das “polarizações”.

Até que um cadáver apareça do lado deles. É o que gente como Geraldo está plantando.

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