A diferença que um texto pode fazer: como o relato do repórter Joaquim de Carvalho acabou com o céu azul de Russomano

São Paulo soube votar

O Diário, modestamente, se orgulha de ter contribuído para que os paulistanos conhecessem melhor Celso Russomano. O texto em que o repórter Joaquim de Carvalho descreveu Russomano como ele é, não como ele se apresentava, virou uma sensação na internet.

Joaquim narrou, basicamente, os bastidores de uma reportagem de capa reveladora que ele escrevera sobre Russomano para a revista Veja São Paulo. O jornalista do Diário Kiko Nogueira contatou Joaquim e pediu que ele escrevesse um texto que acabaria influenciando as eleições paulistanas.

Apenas no Diário, o texto foi lido, discutido, comentado por mais de 50 000 pessoas. Nas redes sociais, o artigo se espalhou com intensidade e rapidez: foram 16 000 likes apenas no Facebook. Diversos outros sites o republicaram. A própria Veja São Paulo – que inercialmente não fizera nada com o tesouro enterrado que tinha em seus arquivos – publicou em seu site, no calor da repercussão, o PDF da capa sobre Russomano.

A partir da reportagem de Joaquim, o céu azul de Russomano acabou. Seus números começaram a decair nas pesquisas. Foi como se os paulistanos tivessem acordado enfim para o absurdo que seria dar a um homem como Russomano, uma mistura de Jânio Quadros e Paulo Maluf, a prefeitura da cidade mais importante do país.

O texto de Joaquim virou uma sensação na internet -- e um inferno para Russomano

Vamos descansar agora, no final de domingo, com a sensação de dever cumprido. Combatemos o bom combate nas eleições de São Paulo.

Mas é um descanso curto. Nosso projeto de fazer o melhor jornalismo digital do Brasil exige de nós empenho completo, criatividade e inovação em alta dose – e um propósito inarredável de oferecer aos leitores um tipo de informação sem as toxinas que, lamentavelmente, tomaram a mídia estabelecida no Brasil.

Ela, a mídia estabelecida, se bate por um mundo velho, inepto e iníquo. O Diário se bate pelo oposto: por um mundo novo, socialmente tão avançado como a admirável Escandinávia – um lugar em que se enraizou uma cultura com duas características essenciais. A primeira: os ricos e as grandes corporações pagam impostos em vez de arrumar maneiras amorais de sonegar dentro de uma legalidade abjeta. É o preço justo para você ter uma sociedade harmoniosa.

A segunda: não é concedido a ninguém o o direito de se considerar melhor que ninguém de acordo com o tamanho do patrimônio. O lixeiro é tão respeitado quanto o magnata.

O Diário sonha com um mundo assim no Brasil.

E trabalhará infatigavelmente por ajudar a construí-lo.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here