A classe média masoquista. Por Fernando Brito

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Publicado no Tijolaço

É que o ódio e a tacanhez mental não os fazem capazes, sequer, do arrependimento, mas a classe média alta – acho um despropósito chamar de “elite econômica”  famílias com renda mensal de R$ 11 mil – pagou caro, no seu próprio padrão de vida, pela aventura golpista.

No Valor, registra-se um levantamento do Bradesco, baseado em pesquisas domiciliares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta números amargos para este grupo social.

“900 mil pessoas deixaram de integrar as classes A e B no ano passado. Somente na classe A – composta por famílias com renda mensal de R$ 11.001 ou mais – foram 500 mil a menos. Essa elite passou a ser formada por 10,3 milhões de indivíduos em 2017, o que representava 4,9% da população”.

Não é a única pesquisa que indica isso:

Um cálculo paralelo da LCA Consultores identificou a mesma tendência, ainda que com declínio menos acentuado. Para a consultoria, 441 mil pessoas deixaram as classes A e B em 2017. O retrocesso foi maior na classe A – pelo critério da consultoria, renda familiar per capita superior a R$ 3.566. O contingente desse topo social recuou de 13,1 milhões para 12,8 milhões de pessoas, uma baixa de 2,3%.

A classe média brasileira, seguindo sua tradição elitista, amarra a vaquinha para os muito, muitíssimo ricos, mamarem.

Prefere o prazer de ver os pobres sofrerem, virarem desvalidos, encherem a calçada e – que ironia! – a violência e a criminalidade invadirem sua praia.

Não consegue entender que não haverá futuro em meio a dezenas de milhões de miseráveis, por mais Bolsonaros que invoquem.

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