O santo que combate a corrupção

Inspiração para o mundo

Anna Hazare.

Já falei dele aqui. Indiano, ativista, 74 anos. Cabelos brancos, semblante de um quase santo.

Como faz falta um Anna Lazare no Brasil.

Ele virou o símbolo da luta contra a corrupção da Índia. É seguido, idolatrado por milhões de indianos, sobretudo jovens.

Em abril passado, ele fez uma greve de fome por uma lei anticorrupção. Estava decidido a morrer. Calcula-se que 150 pessoas o seguiram no jejum político. No centro dessa lei estava um comitê independente que teria poderes para investigar e punir os corruptos. Só cedeu quando o governo topou materializar a lei. Hazare deu então limonada aos seguidores que jejuavam e depois disso tomou ele também a limonada.

Mas.

Mas a versão do governo para a lei era diferente. O primeiro-ministro e o Judiciário ficariam fora do alcance do comitê.

Pataquada. Ou “piada”, como disse Hazare.

Outra vez ele entrou em greve. E ontem milhares de pessoas saíram às ruas na Índia em seu apoio. Centenas de prisão foram efetuadas, entre elas a de Hazare. Os protestos perduram hoje.

Hazare – cujos bens totais não chegam ao equivalente a 3 000 reais — diz, mais uma vez, estar disposto a morrer pela causa. Ninguém pode ficar acima da lei. Nem o primeiro ministro.

É um homem que está transformando a Índia, e também o mundo. Décadas atrás, foi seu ativismo que levou escolas e hospitais para o vilarejo paupérrimo em que ele nasceu.

Que falta faz um Hazare para o Brasil.

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