O Almighty Corinthians foi campeão sem dificuldade e sem Sobrenatural de Almeia. Por Scott Moore

Ladies and gentleman,

Perdoem o sumiço, mas fui obrigado a tirar férias quando Boss nos deixou. Voltei à velha Manchester por tempo indeterminado pois Parsons Green ficou cinza demais até para os padrões londrinos.

Mas é claro que tinha que voltar a Londres para assistir o jogo do título do Almighty, time que o Boss me ensinou a amar.

Os bêbados barulhentos e o cheiro de cerveja velha continuam intactos no King’s Arm, nosso pub preferido, by the way. E a pint continua gelada. Tudo igual, se não fosse pelo lugar vazio na mesa.

Eternal void, I must say.

É claro que a visita ao pub se deu por motivos exclusivamente emocionais. O jogo foi de madrugada aqui em UK (ouvi dizer até no Brasil foi quase de madrugada), de modo que assisti em casa. Mesmo assim, ouvi um lad ou outro torcendo em plain english pelo Almighty. Haters do Chelsea, naturalmente.

No jogo, aconteceu o que se esperava: o Corinthians dominou depois de um susto inicial. Ou melhor dizendo: aconteceu o que se esperava no campeonato inteiro. Desde as finais do state championship, ficou claro que a quarta força do estado era, na verdade, a primeira do país.

Hoje, eu iria mais longe: é a primeira força do mundo, me atrevo a dizer. Jô, que acompanho desde os tempos de Manchester, rivaliza com Cristiano Ronaldo e Rodriguinho, o Little Rod, num bom dia, joga melhor que o Messi in a bad hairday. Uma pena o Corinthians não disputar a Champions League.

Um detalhe: não fui o único a tirar férias. Supernatural Jones não apareceu neste campeonato. (Contam-me que, pela primeira vez na história, o Almighty vence um campeonato sem sustos. Kudos).

Congrats, Almighty. Congrats, Boss. Paulo Nogueira, é o nome, preciso escrever. Jornalista Paulo Nogueira. Rest in peace, champ.

Sincerely,

Scott Moore

Tradução: Erika Kazumi Nakamura

Big Boss

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